UMA GRANDE ALMA
Estava eu acabrunhado na sala perto da porta de minha casa. Uma voz humilde me chamou. Ergui-me e abri e era a empregada aqui de casa. A quem eu chamo normalmente de a A Alegria da Casa. E, exatamente, eu me alegrei. Ela tinha se esquecido do celular dela. Pedi a ela que ela mesma olhasse onde estava. E ela entrou pela casa e voltou com o celular. E eu me lembrei de que me prometera fazer um registro aqui da grande alma que ela é.
E aqui estou. Há 12 anos atrás ela chegou aqui em casa e está comigo até até hoje. Minto, comigo está há a cerca de cinco anos. È que o trato inicial dela para o trabalho foi feito com minha mãe. Mas minha mãe morreu há cinco anos. E quem vive aqui o tempo todo desde então sou eu. Donde tem cinco anos que ela está comigo me prestando os serviços domésticos.
E ela é uma grande alma. E agora disse que vai tirar carteira de motorista. Hoje e sempre eu rezo para que ela tire a carteira. Eu e ela mantemos um diálogo de gente adulta, e ela me contou que é avó. Ela tem dois filhos adultos, um casal, um homem e uma mulher recém casada que tem vinte e poucos anos de idade. E ela está numa felicidade impar porque se tornou avó.
Para mim foi uma sorte ela ter vindo trabalhar aqui. Ela tem um vocabulário rico, podem não acreditar. Mas é verdade. Que se torna um prazer conversar com ela. E eu a celebro em alguns pobres versos meus, que até publiquei.
Bom, mas agora chega. Já falei muito dela.
E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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