E A NAVE VAI

Há alguns anos me meti num curso de Filosofia. Nos dois primeiros semestres vimos, eu e meus colegas, muita coisa do povo grego antigo e também da Grécia Clássica. Eu não cheguei a aprender Grego. E muito menos Latim. Falo do Latim porque as pessoas, sempre que eu menciono o curso de Filosofia, pensam logo nas línguas clássicas. Onde eu incluo o grego e o latim. Línguas dos gregos e dos romanos. Mas eu li bastante sobre o povo grego. Hoje, infelizmente me lembro muito pouco dos costumes gregos. Mas gosto de Sócrates, um pouco de Aristóteles. Mas, nem sei porque estou falando disso. Mas sei, ontem esteve aqui uma veterinária, para cuidar do meu cão. E ela é destas pessoas que entende um pouco de cada coisa.

Mas, vamos falar de hoje. O que tenho notado nas pessoas que tem curso superior e com quem tenho que lidar, é que elas tem um ponto em comum. Se dão muito bem com a nossa língua. Com a nossa língua portuguesa brasileira. Não se pode queixar mais disso delas. Elas, estas pessoas, estão de parabéns. Não se desleixam de nós, nas profissões delas, e de nós nos nossos interesses. 

Escrevo agora esta postagem, assim mesmo, porque estou aqui, e vim disposto a me anunciar como um escritor classe média. Eu não sei, porque não dá tempo de ler todos os escritores novos. Mas, quiçá eu seja original ao me designar um escritor classe média. Falo porque eu tive um professor de Filosofia que combatia a classe média. O que me fez abandonar o curso. O curso em si já é tão desprezado. Alguns o fazem apenas para passar o tempo. Outros porque vão se profissionalizar dando aulas.

Mas para mim foi bom. Ganhei até prêmios literários mencionando meus estudos filosóficos. O que valorizou meus escritos. Hoje ninguém precisa disso mais.

Porque todos sabem que a nave vai. E tenho dito. Que Deus nos proteja.

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